segunda-feira, 17 de maio de 2010

Superando as Amarguras

Texto: Ex. 15:23-27

O contexto do texto, nos propicia informações salutares para a compreensão do texto. Segundo informações internas, o povo hebreu havia deixado o Egito, onde passara, proximadamente, 400 anos prestando serviços pesados ao faraó. Os egípcios obrigavam os israelitas ao trabalho, na preparação da argila, na fabricação de tijolos, nos campos, nas construções de obras públicas e toda espécie de trabalhos aos quais eram obrigados a fazer (Êxodo 1,13-14), tornando-lhes amarga a vida.

Israel não suportou o fato de ser comparado às categorias inferiores. Não suportou as humilhações, as pressões dos egípcios. Isso fez com que nascesse neles a saudade da vida em liberdade no deserto.

Como resposta aos seus clamores, Deus envia Moisés para libertá-los. Após sucesivas pragas, o faraó sede e deixa o povo sair do Egito para servir ao Senhor. A alegria era contagiante.Todo o povo festejou, salmodiou, louvou a libertação do jugo egípcio.

 
Não se podia sentir o deserto. A satisfação do povo era tamanha! A final de contas estavam livres da escravidão, dos chicotes, das amordaças, das ameaças, das imposições, mas não dos obstáculos, das aflições que haveriam de enfrentar ao longo da trajetória.

 
O Mar Vermelho foi o primeiro desafio! Quando o povo se deparou com as águas à sua frente, com montes por todos os lados e um grande exército egípcio em seu rastro o povo entrou em colapso. Perdeu as estribeiras! Mergulhou em grande desespero. Perdeu completamente a visão de Deus. Deixou-se levar pelas circunstâncias.


Vendo-se encurralado e pressionado pela perseguição dos egípcios, o povo se angustia e começa murmurar atribuindo a Deus a responsabilidade daquele momento.


O que o povo não sabia era que o Mar Vermelho apenas era uma ferramenta que Deus utilizara para provar a fé, a espiritualidade. É fácil cantar, celebrar quando as circunstâncias são propícias. Difícil é festejar quando tudo à nossa volta nos convida recuar; a abandonar nossas redes e desistir da caminhada.


Sob situações adversas o povo de Deus não funcionava. Não exercitava fé. Não conseguia olhar para frente. Não se atrevia a marchar, pois o medo inundava seus corações.


O Mar se abriu(...). O sol voltou a brilhar(...). As densas nuvens desapareceram(...). Israel canta, Israel marcha, Israel vibra. Israel se levanta do mar de amarguras.


Entertanto, nem tudo são flores! Enfrentar o deserto não era uma missão muito fácil. O povo começou bem a caminhada. Havia uma garra para enfrentar os desafios do deserto. No primeiro dia tiraram de letra. Ainda estavam motivados pelos últimos acontecimentos. No segundo dia as necessidades começam a imergir. O cansaço estréia, os calos nos pés passam a incomodar, as altas temperaturas a assolar, mas ainda o povo não desiste. Continua enfrentando com fé os obstáculos. No terceiro dia o calor torna-se insurportável, o corpo desfalecido, os pés inchados, a sede incontrolável, crianças chorando, animais morrendo. Mais uma vez o povo se deixa dominar por uma profunda amargura. Deus vai nos matar de sede! Ninguém aguenta esse deserto.Estamos cansados, exauridos, exaustos. Não conseguiremos dar mais um passo. Tá difícil suportar! Estamos no limite.


Três dias foram suficientes para o povo esquecer o que Deus havia feito. Espata-me como esquecemos rapidamente o que Deus já fez por nós. Deste modo, basta um novo deserto, uma nova dificuldade, para esquecermos o livramento que Deus nos proporcionou no deserto de ontem. O povo de Deus sofre da síndrome de Goodfield, ou seja, não conseguimos armazenar experiências recentes. Exemplo: Filme “Como se fosse a primeira vez”. No Salmo 103:2 encontramos a seguinte oração: “Bendize ó minha alma ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios”.


Tem momentos na vida que nos sentimos num profundo deserto. Sozinhos, vivendo o calor das circusntâncias, sofrendo a escassez, a falta de algo ou de alguém. No primeiro dia de desafio enfrentamos com garra – tudo parece superar/ ainda estamos motivados; No segundo dia damos os primeiros sinais de desfalecimento – surgem as dúvidas; as inquietações, a impaciência – tudo parece incomodar. No terceiro dia já estamos transtornados, incrédulos e maldizentes – tudo parece desabar.


Foi nesse contexto de amargura que o povo contemplou as águas de Mara. Nossos problemas estão resolvidos! Nossa sede achegou ao fim! Certamente asssim pensaram, mas infelizmente os problemas só estavam começando, pois AS AGUAS DE MARA ERAM AMARGAS.
Como é triste nutrirmos a certeza de que os nossos problemas estão terminando, quando na verdade estão apenas começando”.

As águas eram amargas... Imprópria para o consumo; estéries. Aqui nasce a decepção, a frustração, a desilução para muitos. Não é fácil esperar tanto e não receber o que se aguarda. Não é fácil alimentar expectativas e não ser correspondido. Não é fácil confiar e ser traído. Não é fácil amar e não ser amado.

Nos desertos da vida encontraremos muitas MARAS – amarguras, tristezas, mágoas e ressentimentos. O importante não é encontrar é saber superar:


1 – NÃO MURMURE
Encare o momento com espiritualidade! Não se entristeça ao ponto de perder Deus de vista. O deserto tem o tamanho da nossa boca. Aguarde a sua salvação e o  seu livramento em silêncio. Precisamos dominar a língua e aprender que a murmuração nos paralisa no deserto, mas o louvor e a gratidão pelos milagres na nossa vida nos leva a grandes conquistas.


2 – NÃO SE ENTREGUE
Não é o fim! Quem sabe é o início. Peça ao Senhor que renove as tuas forças. Não se deixe levar pelo momento. Confie na providência divina. Ele está te provando. “É impossível não passar pelo deserto da provação, mas é possível não deixar o deserto entrar no coração”.


3 – DESABAFE
1SM 1:10 - Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente.
Chore! alivie seu coração. O choro lava a alma, quebranta o espírito. A amargura é uma erva daninha que procura nos sufocar, uma raiz que sempre procura se alastrar em nossas vidas. Mas em nós não deve acumular-se muita "água de amargura", pois quando ela fica represada em nosso íntimo, Satanás prontamente estará a postos transformando essa amargura em rebelião e ira


Hb 12:15 - Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

Efésiios 4.31 e 32: “ Longe de vós toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”.

4 - CONFIE NA PROVISÃO DE DEUS
“Então, Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces" (Êx 15.25).

"Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos" (Dt 8.2). "Para saber o que há no seu coração!", esse é o alvo mais profundo quando Ele conduz você por provações!

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10.13).

Deus pode transformar realidades por mais que elas se apresentem insolúveis e intransponíveis. Assim como um lenho foi lançado nas águas de mara e elas se tornaram doces, assim é Jesus na vida – tudo se torna doce, produtivo e abençoado e criatalino.


Com Cristo na vida o fel se transforma em mel; a água se transforma em vinho, a morte dá lugar à vida, a tempestade se reverte em bonança, o desespero abre alas para a fé, a tristeza se converte em alegria e até o mal se transforma em bem.

CONCLUSÃO: Que nessa noite você possa superar a amarguras da vida com paciência, persistência, determinação e confiança.










3 comentários:

Arianne disse...

Que o Senhor, nosso Deus, continue derramando bênçãos sem medida sobre sua vida, Pastor.

Orlando Lopes Carneiro disse...

Que Deus continue usando o senhor para louvar com gratidão o nome do Senhor Jesus, pois, o senhor é um servo de Deus. Que Deus abençoe a sua casa Pastos. Abraços, Orlando.

Orlando disse...

Aos romanos 3-26 que diz
Para demostração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em jesus.
obrigado pastor por sua presença em casa ontem, que DEUS continui derramando bênçãos em sua vida, abraços orlando