domingo, 1 de março de 2009

Caçadores ou perseguidos pelos sinais?


Texto: Mt. 12:38

Em sua peregrinação entre os homens, Jesus realizou inúmeros sinais, milagres e prodígios. Seu poder impactava as multidões; seus ensinamentos desnudavam corações e propiciavam uma grande metamorfose na alma.

Onde existisse fé desabrochava a possibilidade do sobrenatural. Na maioria dos seus encontros, Jesus sempre operou mediante a fé. Esse era um critério indispensável para que houvesse a concretização do milagre e, consequentemente, o aparecimento dos sinais.

Em Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Mt. 11:21), Jesus operara muitos sinais, porém não houve mudanças significativas; as populações dessas cidades experimentaram dos milagres, mas rejeitaram a mensagem de salvação. Queriam sinais físicos, mas desprezavam transformações na alma.

È impressionante como a historicidade se aplica à nossa realidade. Multidões buscam sinais; almejam ver a operacionalização de milagres externos; ambicionam cura para enfermidades na matéria; se esmeram para conquistar tesouros terrenos; sonham com a estabilidade financeira, mas ignoram completamente as realizações espirituais.

Muitas pessoas hoje estão procurando milagres por motivos egoístas. Querem curas físicas, mas não se preocupam com a saúde espiritual. Querem prosperidade, mas não buscam as riquezas eternas. Igrejas que enfatizam milagres e negligenciam a pregação da palavra de Deus estão alimentando tais apetites. Jesus fortemente condenou atitudes iguais (João 6,26).

Isso tem nos causado uma falsa concepção de espiritualidade. É preciso entender que o milagre que Jesus desejava operar naquelas cidades tinha um caráter essencialmente espiritual. O Cristo esperava ver pessoas arrependidas; contritas, quebrantadas e regeneradas. Entretanto, o retorno não foi o esperado!

Muitos tiveram suas enfermidades físicas curadas, porém a alma continuava enferma; outros conquistaram prosperidade financeira, mas se tornaram orgulhosos, presunçosos; outros conseguiram estabilidade econômica, mas continuaram desequilibrados na balança de Deus.

Os sinais visavam impactar também a carne, mas seu propósito primário era a alma. Mesmo vendo e experimentando os milagres, os corações permaneceram impenitentes; endurecidos; obscurecidos. As cidades queriam ver tocar, concretizar, mas não demonstraram disposição em crer, esperar, confiar.

Muitos querem sinais, milagres, mas não ambicionam a vida de Deus! Os sinais são conseqüências de um relacionamento íntimo que desenvolvemos com o Senhor. Não podemos nos prestar ao papel de sermos caçadores de sinais, pois nos diz à palavra que os sinais seguirão aqueles que crêem no nome de Jesus!

Não queira ver para crer, creia para ver! Não permita que a incredulidade de afaste do Deus Vivo! (“Se porventura não virdes sinais e prodígios de modo nenhum crereis” Jo 4:48) Ele já nos deu o maior de todos os sinais – A CRUZ! Nenhum sinal é mais profundo do que aquele que Jesus nos revelou no Calvário. Ele não precisa provar mais nada para nós. Sua missão já foi autenticada entre a humanidade – Ele veio buscar e buscar os perdidos; veio curar os doentes; fortalecer os fracos, levantar os caídos, consolar os aflitos e libertar os oprimidos.

Deus é Deus! Assim como ele se revelou através: Moisés com o maná; Josué com trovões em um céu limpo e sem tempestades; Elias com o fogo do céu; Isaías fez recuando a sombra do relógio do sol, em Jesus encontramos o maior de todos os sinais da parte de Deus! Ele foi e é a resposta, a solução para os homens.

Não seja mais um caçador de sinais, mas queira ser perseguido pelos sinais! Não precisamos ver, pois bem - aventurados aqueles que não viram mais creram! A nossa fé não opera no concretismo, mas no abstratismo. Não pede sinal, mas opera através de sinais. Não age por vista, mas (2 Co 5;7) ou seja, não atenta para as coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas (2Co 4:18).

Não sejamos como Tomé... Não permitamos que a fé seja suplantada pela dúvida; pela incerteza. Não queiramos condicionar a nossa crença a acontecimentos sensacionais extraordinários. Cristo é o sinal definitivo de Deus em nossas vidas! Ele é a marca da promessa. Sua Palavra é fiel e digna de toda a ceitação.

As coisas só irão acontecer em nossas vidas na medida em que cremos. A fé pode mover montanhas; remover obstáculos; curar feridas; detruir exércitos e nos tornar mais do que vencedores.

Enquanto estivermos presos a sinais nada vai acontecer. Seremos corroídos pela expectativa; atormentados pela ansiedade assim como o paralítico que jazia a 38 anos à beira do tanque de Betesda esperando as águas se moverem.

Chega de aguardar por sinais. De tentarmos materializar a nossa fé. De colocarrmos condições para que acreditemos em Deus. Independente dos sinais PRECISAMOS CRER EM DEUS!

CRER EM DEUS, mesmo quando as circunstâncias conspirem contra nós; mesmo quantos as portas se fecham; quando a doença me abete; quando a dor me encomoda; quando a solidão me assola; quando a caos me redeie; quando a luta se intensifique EU CONTINUO CRENDO NO DEUS DO IMPOSSÍVEL.

Nenhuma realidade poderá aldulterar a nossa fé e a certeza de que eu só preciso crer para acontecer. E se não acontecer eu morrerei na certeza de que fiel é aquele que me fez a promessa.

Um comentário:

Adelmario disse...

É muito lindo este, e tudo que vem de Deus é
bom ver e ler, porque purifica a alma, Deus con
tinue te abençoando, porque estás resgatando
vidas
Mário